
Um alimento pouco comum no prato do brasileiro pode ganhar destaque nas discussões sobre saúde e nutrição nos próximos meses. Um estudo analisou os possíveis efeitos do consumo de bambu na alimentação humana e aponta benefícios surpreendentes da planta.
A pesquisa reuniu dados de pesquisas feitas em laboratório e com pessoas. O objetivo era avaliar os efeitos dos brotos de bambu e de produtos derivados da planta no corpo humano. A pesquisa foi publicada na revista Advances in Bamboo Science no final de 2025.
Superalimento é ciência ou marketing?
O termo “superalimento” não é uma categoria científica oficial e costuma ser usado mais como uma estratégia de marketing. Mesmo assim, os pesquisadores afirmam que o bambu apresenta características nutricionais que podem fazer jus ao nome. Ao todo, a revisão analisou 16 estudos científicos disponíveis sobre o tema, algo que nunca tinha sido feito.
O que os estudos analisaram
Os trabalhos avaliados incluíram testes em humanos e experimentos laboratoriais. O objetivo foi entender como o consumo de bambu pode influenciar funções importantes do organismo, como metabolismo, digestão e inflamação.
Apesar do número razoável de estudos, só quatro das pesquisas envolveram participantes humanos, o que limita conclusões mais definitivas. Entretanto, durante o estudo foram identificados alguns benefícios associados ao consumo do bambu:
- Melhora da saúde metabólica.
- Auxílio no funcionamento do sistema digestivo.
- Redução de inflamações no organismo.
- Diminuição da toxicidade celular.
Esses fatores, segundo os autores, podem contribuir para a prevenção de diferentes doenças, como obesidade, diabetes tipo 1 e 2 e até doenças cardiovasculares, já que o bambu também se mostra capaz de reduzir inflamações no corpo.
Os pesquisadores acreditam que a contribuição no combate a doenças crônicas se dá pelo conjunto de nutrientes presentes na planta. O perfil nutricional do bambu se destaca por ser muito rico: ele é rico em proteínas e fibras, pobre em gordura e fonte de vitaminas e minerais.
Controle do açúcar no sangue e efeito probiótico no intestino
Um dos achados mais relevantes da revisão é o possível impacto do bambu no controle glicêmico, ajudando a regular os níveis de açúcar no sangue. Esse efeito pode ser útil tanto na prevenção quanto no controle da diabetes, segundo os autores.
Outro ponto destacado foi o efeito probiótico do bambu. Alguns estudos mostraram aumento de bactérias benéficas no intestino depois do consumo, o que favorece a saúde intestinal e a digestão.
Bambu pode ser tóxico
Apesar de todos os benefícios e potencial, o bambu pode ser tóxico se não for preparado da forma correta. Ele não pode ser consumido cru e, além disso, o estudo identificou a presença de algumas substâncias tóxicas na planta.
Foram registrados relatos de níveis elevados de chumbo na planta e mudanças na glândula tireoide dos participantes. Por isso, os pesquisadores destacam que é preciso muito cuidado na hora de consumir o bambu.
Em países asiáticos, o bambu já faz parte da alimentação tradicional há muito tempo. Para os pesquisadores, isso mostra que a planta pode ser um alimento saudável e sustentável, desde que preparada da forma correta.
Falta de estudos em humanos
Apesar dos resultados positivos, os próprios autores reconhecem que ainda existem poucas pesquisas clínicas em humanos. Muitos estudos analisados foram feitos só em laboratório ou com amostras pequenas.
Por isso, ainda não é possível fazer recomendações amplas sobre o consumo seguro de bambu. Segundo os autores, só com mais ensaios clínicos será possível confirmar se o bambu merece, de fato, o título de superalimento.
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https://chumbogrossodf.com.br/estudo-sugere-que-bambu-pode-ser-o-proximo-superalimento-entenda/?fsp_sid=251938




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