Médico ignora sintomas de câncer de intestino: "Sem tempo de adoecer"





O câncer colorretal está entre os tipos mais comuns no mundo e, muitas vezes, é descoberto apenas quando sinais persistentes levam o paciente a buscar avaliação médica. Foi o que aconteceu com o pediatra norte-americano Anatole Karpovs, diagnosticado aos 37 anos em meio a uma rotina intensa de trabalho.


Em abril de 2013, ele vivia o ritmo acelerado de um consultório cheio e não imaginava que precisaria olhar para a própria saúde. Mas algumas alterações passaram a se repetir e, com o tempo, ficaram difíceis de ignorar.


“Quando minhas fezes com sangue, alterações intestinais e dores abdominais se tornaram persistentes a ponto de eu não poder mais ignorá-las, finalmente procurei tratamento com meu clínico geral”, escreveu ele em um relato publicado pelo MD Anderson Cancer Center.

Os primeiros exames de sangue não mostraram anormalidades, mas uma tomografia trouxe um resultado preocupante. “Ela revelou um grande tumor na parte inferior esquerda do meu cólon”, contou. A partir dali, vieram colonoscopia e biópsia, que confirmaram o diagnóstico.


Mesmo sendo médico, Anatole descreve que nada o preparou para ouvir a notícia. “Eu já sabia o que o médico ia dizer quando ligasse, mas nada na minha experiência poderia ter me preparado para o meu próprio diagnóstico de câncer”, afirmou.

A confirmação foi de um câncer colorretal em estágio 3, quando a doença já havia ultrapassado o local de origem.



Receber o diagnóstico foi um choque também na vida pessoal. “No instante em que ouvi a palavra câncer, meu cérebro entrou em pane”, relata. Ele lembra de abraçar a esposa e chorar antes de precisar explicar aos filhos, ainda pequenos, o que estava acontecendo. Mesmo sem garantias, tentou transmitir confiança dentro de casa.


“Disse-lhes para não se preocuparem, porque eu ia fazer o meu melhor para lutar contra a doença. O papai ia ficar bem”, recorda Anatole.

Cirurgia, quimioterapia e a busca por uma segunda opinião


O primeiro passo foi uma cirurgia para retirada do tumor e de linfonodos próximos. O resultado mostrou que parte deles também estava comprometida, e o oncologista recomendou quimioterapia.


A família decidiu buscar uma segunda opinião, não por desconfiança, mas pela necessidade de se apoiar em um centro altamente especializado. “Eu simplesmente queria ter certeza de que estava fazendo tudo o que podia”, explicou Anatole.


Foi assim que ele chegou ao MD Anderson, referência no tratamento de câncer. Lá, a recomendação foi seguir com um protocolo de quimioterapia chamado Folfox, uma combinação que reúne substâncias como fluorouracil, ácido folínico e oxaliplatina, para ajudar a eliminar células tumorais e reduzir o risco de a doença voltar.


O pediatra fez 12 ciclos do esquema, acompanhados por equipes médicas diferentes, e concluiu a etapa em novembro de 2013.


Novo tratamento


Meses depois, um novo exame trouxe outra preocupação. Em julho de 2014, uma ressonância mostrou que o câncer havia atingido o fígado.


Anatole passou por uma nova cirurgia e retomou o tratamento com outro esquema quimioterápico, chamado Folfiri, que também combina diferentes remédios, entre eles fluorouracil, ácido folínico e irinotecano. A segunda fase foi concluída na primavera de 2015.


A experiência mudou sua relação com a medicina e com o próprio corpo. “Após o tratamento não apresentei nenhum sinal da doença, mas sei muito sobre câncer para achar que estou completamente curado”, afirmou, ao destacar a importância do acompanhamento contínuo.






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