
A “nota preventiva” do Salgueiro, que antes mesmo de entrar na avenida declarou a “plena confiança” na apuração da Liga das Escolas de Samba (Liesa) nas notas do Carnaval do Rio de Janeiro, fez mais que retomar um desconforto causado após o resultado do ano anterior. O comunicado escancarou como os líderes da velha e nova cúpula do Jogo do Bicho usam a folia como disputa de poder.
A rixa, que foi tema de séries como Os Donos do Jogo e do documentário Vale o Escrito, tem como principais nomes dois dos maiores representantes de cada uma das divisões dos contraventores cariocas: Aniz Abrahão David, o Anísio, patrono da Beija-Flor; e Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, patrono do Salgueiro.
Entenda a polêmica
- No Carnaval de 2025, um erro na planilha de notas divulgada pela Liesa colocava a Grande Rio como primeira colocada, segundo os critérios de desempate.
- A campeã daquele ano, porém, foi a Beija-Flor. Vale lembrar que Gabriel David, presidente da Liga, é filho do patrono da agremiação azul e branca, Anísio Abraão David.
- À época, o Salgueiro foi uma das escolas a condenar a conduta da Liesa nas redes sociais.
- “Aos ladrões de plantão, fica o aviso: o Salgueiro não irá se intimidar com essa quadrilha de canalhas que está tentando acabar com o Carnaval”, compartilhou a escola de samba na ocasião.
No comunicado compartilhado pelo Salgueiro antes do último dia de desfiles na Sapucaí, a escola faz questão de citar o nome de Gabriel David, presidente da Liesa e filho de Anísio, motivo suficiente para apontar uma suposta indireta ao herdeiro da escola campeã do Carnaval carioca de 2025.
“Confiamos na lisura, no comprometimento e na condução séria da Liesa, sob a presidência de Gabriel David, bem como na coordenação e no corpo de julgadores selecionados”, afirma o Salgueiro na nota.
Essa não é a primeira vez que as escolas de samba usam as redes sociais como palco de troca de farpas. Em 2025, Grande Rio, Mocidade, Unidos de Padre Miguel e a própria Salgueiro compartilharam publicações em repúdio a uma suposta falta de transparência da liga.
Vale lembrar que Helinho de Oliveira, presidente de honra da Grande Rio, é primo de Adilsinho. A Mocidade, por sua vez, tem como patrono o contraventor Rogério de Andrade, atualmente preso, considerado líder da nova cúpula do Jogo do Bicho.
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