
Profissionais de diferentes estados conheceram de perto programa adotado na capital federal para identificação precoce de 62 enfermidades
O Serviço de Referência em Doenças Raras e Triagem Neonatal, localizado no Hospital de Apoio de Brasília (HAB), recebeu, nesta sexta-feira (29), uma visita técnica guiada. A proposta foi apresentar o trabalho desenvolvido no Distrito Federal a profissionais de diferentes regiões do Brasil.
"Mostramos que, com um número adequado de trabalhadores e investimentos compatíveis, somados ao apoio do Ministério da Saúde, é possível ampliar os exames preventivos em recém-nascidos e garantir melhores condições de saúde aos pequenos”, afirma o chefe do Centro de Referência de Doenças Raras e Triagem Neonatal da Secretaria de Saúde (SES-DF), Gerson Carvalho.
A atividade marca o encerramento da IV Jornada de Triagem Neonatal 2026. Durante a visita, o grupo conheceu todo o fluxo do serviço, desde a chegada do cartão de cadastro, a passagem pelos laboratórios de biologia molecular, de citogenética e de triagem neonatal, os testes realizados, a emissão dos resultados e a busca ativa dos pacientes.
Abrangência e tecnologia de ponta
Referência nacional, o DF é capaz de identificar até 62 doenças por meio da triagem neonatal, conhecida como Teste do Pezinho. O exame cobre cem por cento dos nascidos vivos atendidos pela rede pública de saúde e é fundamental para o diagnóstico precoce de condições metabólicas, genéticas, enzimáticas e endocrinológicas.
“Recebemos profissionais de diferentes estados que ainda não realizam a triagem da mesma forma que fazemos no DF. Isso porque ainda não conseguiram alcançar o escopo de doenças que já rastreamos aqui”, explica o assessor técnico do Laboratório de Biologia Molecular da SES-DF, Claudiner Oliveira.
A abrangência do programa foi um dos aspectos que mais chamou a atenção do analista de Produtos para Triagem Neonatal Victor Zúniga, que veio do Rio de Janeiro para participar do evento.
“O que mais me impactou foi a qualidade do atendimento. Aqui não é realizado apenas o exame. Existe todo um processo de tratamento e acompanhamento que envolve também a família. Ver que o DF já executa todas as etapas do Programa Nacional de Triagem Neonatal foi muito interessante”, conta o analista.
Para garantir agilidade e segurança nas análises, o laboratório de triagem neonatal da SES-DF, instalado no HAB, conta com tecnologia de ponta e uma equipe composta por farmacêuticos, biólogos e técnicos responsáveis pela verificação dos resultados. Responsável por processar todas as amostras coletadas na rede pública do DF, o serviço realiza, em média, entre 4 mil e 4,5 mil coletas por mês.
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https://digital.servemnet.com.br/servico-de-doencas-raras-e-triagem-neonatal-do-df-recebe-visita-tecnica/?fsp_sid=17240




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