Inclusão digital na saúde: Projeto do DF cria aplicativo e jogos interativos para idosos
Para facilitar o acesso de pessoas com mais de 45 anos e idosos aos serviços digitais de saúde, pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram o Digihealth Techkit. A iniciativa conta com o apoio financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital Tech Learning, visando quebrar as barreiras tecnológicas enfrentadas por essa parcela da população no cotidiano digital.
O projeto combina uma série de ferramentas interativas de aprendizado, incluindo um aplicativo, e-book baseado na filosofia japonesa Ikigai, jogos educativos e códigos QR. Coordenado pela professora Camila Alves Areda, do curso de Farmácia da UnB, o "kit tecnológico" busca promover a chamada literacia digital em saúde, capacitando os idosos a realizarem de forma autônoma tarefas cotidianas, como agendar consultas e acessar exames médicos de forma online.
Atualmente, o aplicativo está no nível de maturidade tecnológica 7 (TRL 7), o que significa que o protótipo funcional está avançado e sendo testado em cenários reais com idosos da comunidade do DF antes de ser liberado para download geral. O desenvolvimento foca na usabilidade e no design centrado no usuário, adaptando aspectos fundamentais como o tamanho das letras, a simplicidade da linguagem e a experiência de navegação às necessidades específicas desse público.
O projeto também possui conexões globais ao integrar a versão nacional da plataforma SMARTageCARE, desenvolvida em parceria com instituições europeias como a Universidade do Porto. Além de impulsionar a inclusão digital e o envelhecimento ativo na capital do país, o Digihealth Techkit fortalece a autonomia emocional e prática dos idosos, diminuindo significativamente a dependência de terceiros no cuidado pessoal com a saúde.




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