Alterações do Alzheimer podem surgir antes de falhas na memória, diz estudo
Pesquisa com macacos mostra que mudanças biológicas podem persistir por meses sem afetar o desempenho em testes de memória
Estudo científico: pesquisadores observaram alterações cerebrais em macacos após a aplicação de proteína associada ao Alzheimer;
Resultados obtidos: os animais mantiveram o desempenho em testes de memória durante um ano, mesmo com mudanças biológicas detectadas;
Limitações da pesquisa: os autores ressaltam que os resultados não indicam o desenvolvimento da doença e que o estudo envolveu um número reduzido de animais.
Cientistas observaram alterações no cérebro de macacos semelhantes às vistas no Alzheimer sem que os animais apresentassem perda de memória. Um ano após o experimento, os sinais biológicos ainda estavam presentes, mesmo com desempenho preservado em testes cognitivos.
O estudo foi publicado em 24 de setembro na revista Communications Biology e investigou o que pode acontecer nas fases iniciais da doença, antes do surgimento de sintomas.
Os pesquisadores trabalharam com macacos-verdes africanos, que podem desenvolver mudanças cerebrais parecidas com as observadas em humanos com Alzheimer ao longo do envelhecimento.
Parte dos animais recebeu pequenas quantidades de beta-amiloide, uma proteína associada à doença. A substância pode formar aglomerados que afetam o funcionamento das células nervosas.
Ao todo, cinco macacas receberam a proteína em aplicações repetidas ao longo de quatro semanas. Outras três receberam uma solução sem a substância, usada como comparação.
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