Gordura abdominal e baixa força muscular indicam maior risco de morte
Estudo com adultos mostra que combinação supera IMC ao apontar risco de mortalidade ao longo de quase sete anos
O índice de massa corporal (IMC) é um dos principais indicadores usados na prática clínica para avaliar o peso corporal, mas pode não ser o parâmetro mais preciso para estimar o risco de morte. É o que sugere um novo estudo, segundo o qual a combinação entre o acúmulo de gordura abdominal e a força muscular pode ser um indicador mais eficaz desse risco.
A pesquisa, publicada em 22 de agosto no Archives of Gerontology and Geriatrics, acompanhou 5.674 adultos nos Estados Unidos por quase sete anos. Durante o período, 373 participantes morreram. Os pesquisadores observaram que pessoas com maior acúmulo de gordura no abdômen e menor força de preensão manual apresentavam maior risco de morte.
A gordura abdominal foi estimada pelo diâmetro do abdômen. Isoladamente, essa medida não apresentou relação significativa com a mortalidade.
Já a força de preensão foi avaliada de forma proporcional ao tamanho do corpo. Em vez de considerar apenas a força total, os pesquisadores analisaram o quanto ela é adequada para o porte físico de cada pessoa.
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Indivíduos com menor força relativa tiveram risco de morte cerca de 60% maior. Quando essa condição apareceu junto com o excesso de gordura abdominal, o risco foi ainda maior.




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