Infecções congênitas raras na gravidez podem triplicar o risco de autismo

Infecções congênitas raras na gravidez podem triplicar o risco de autismo

Infecções congênitas raras na gravidez podem triplicar o risco de autismo

A nova pesquisa concentrou-se nas infecções congênitas por TORCH, uma categoria que pode incluir citomegalovírus, rubéola e toxoplasmose

Estudo sobre infecções: pesquisa do Instituto Karolinska indica que infecções congênitas por TORCH podem triplicar o risco de autismo e aumentar em mais de sete vezes a probabilidade de deficiência intelectual;

Dados da pesquisa: o estudo analisou registros de 3,7 milhões de suecos nascidos entre 1987 e 2021;

Contexto clínico: autores ressaltam que tais infecções são raras, mas apontam a importância da prevenção para a saúde pública.

Um novo estudo identificou que infecções congênitas – ou seja, aquelas em que um agente infeccioso é transmitido pela mãe ao feto durante a gestação – podem triplicar o risco de a criança desenvolver Transtorno do Espectro Autista (TEA) a longo prazo. A probabilidade para o diagnóstico de deficiência intelectual foi mais de sete vezes maior.

A nova pesquisa liderada pelo Instituto Karolinska, uma universidade sueca, concentrou-se nas infecções congênitas por TORCH, uma categoria que inclui citomegalovírus, rubéola, toxoplasmose, herpesvírus e outras infecções como sífilis, HIV, zika e hepatite B. Os resultados do trabalho foram publicados na revista JAMA Pediatrics nesta segunda-feira (21/9).

Normalmente, as infecções citadas não atingem diretamente o feto em desenvolvimento, porém, em algumas ocasiões, os patógenos podem atravessar a placenta e infectar o bebê.

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